PÁGINA DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA
3º ANO – APOSTILA – FILOSOFIA – 1º TRIMESTRE
TEORIAS SOBRE O SUJEITO (PÁGINA 240)
· Aborda a crise da subjetividade no século XIX.
· Discute questões atuais, como o lugar da mulher e do negro nas sociedades globalizadas.
· Apresenta os três “mestres da suspeita”, que desconstruíram a ideia moderna de subjetividade.
· Analisa a fenomenologia.
· Explora o existencialismo.
· Explica a formação da noção de sujeito no século XX.
A crise da razão e da subjetividade (PÁGINA: 240)
Século XX foi marcado por guerras e conflitos, sendo chamado de “era da catástrofe”.
Também houve avanços sociais com movimentos como feminismo, juventude e minorias.
Esse contexto intensificou a chamada “crise da razão”.
A crise começou no final do século XIX com os “mestres da suspeita”: Marx, Nietzsche e Freud.
Eles questionaram a confiança na razão humana diante de tanta violência e injustiça.
A “crise da razão” envolve o colapso da subjetividade, base do pensamento moderno.
Descartes defendia que o conhecimento vem da razão do sujeito.
Já Marx, Nietzsche e Freud criticaram essa ideia, dizendo que o sujeito não é totalmente confiável.
Surgem duas crises principais:
Crise da razão
Crise da subjetividade
Há também uma crise da consciência:
Marx: a consciência é determinada por fatores materiais (econômicos e técnicos).
Nietzsche: o conhecimento é interpretação e critica o controle racional dos instintos.
Freud: a consciência é limitada pelo inconsciente.
Imagens em Contexto
· A pintura de John William Waterhouse faz referência ao mito de Narciso.
· Narciso era conhecido por sua beleza e extrema vaidade.
· Segundo o poeta romano Ovídio, ele era arrogante e rejeitava todos os pretendentes.
· Eco, uma ninfa apaixonada por ele, suicidou-se após ser desprezada.
· Como punição, Narciso foi condenado a se apaixonar pela própria imagem.
· Ao tentar beijar seu reflexo na água, acabou se afogando.
· O mito pode representar o excesso de foco em si mesmo (egoísmo/individualismo).
MARX: MATERIALISMO E DIALÉTICA
Em 1844, Karl Marx e Friedrich Engels escreveram A sagrada família, iniciando parceria intelectual e amizade.
Eles observaram que o avanço técnico trouxe progresso e riqueza, mas também aumentou a exploração e o empobrecimento da classe operária.
Inspiraram-se na dialética de Friedrich Hegel, que explica a realidade por meio de contradições e mudanças.
Marx e Engels aplicaram a dialética para interpretar a história como resultado da luta de classes.
Defenderam o materialismo:
A matéria é primária e independente da consciência.
A consciência é um reflexo da matéria (secundária).
A consciência humana não é passiva:
Pode compreender a realidade.
Pode agir sobre o mundo, inclusive de forma revolucionária.
O materialismo é dialético:
A realidade é contraditória e está em constante movimento.
Divide-se em três fases: tese (afirmação), antítese (negação) e síntese (superação).
Todos os fenômenos estão interligados:
Devem ser entendidos dentro de um todo.
Fazem parte de uma estrutura dialética.
Imagens em contexto
· No mural de Diego Rivera, Karl Marx aparece no topo.
· Ele segura um trecho do Manifesto Comunista, escrito com Friedrich Engels.
· A frase destacada afirma que a história é marcada pela luta de classes.
· As ideias de Marx parecem orientar os trabalhadores rebelados à direita do mural.
· À esquerda, aparece a elite industrial, associada à ganância e aos vícios.
Materialismo histórico
Materialismo histórico: aplicação do materialismo dialético ao estudo da história.
Explica a história por fatores materiais (econômicos e técnicos), não por ideias, indivíduos ou intervenção divina.
Crítica às explicações tradicionais: rejeita a visão baseada em grandes líderes, ideias ou religião.
Proposta de Marx: a história é movida pela luta de classes (ex.: senhores × servos; capitalistas × proletários).
Estrutura da sociedade:
Infraestrutura (base econômica):
Relação do ser humano com a natureza e a produção.
Envolve técnicas, instrumentos e condições naturais.
Define as relações de produção e a divisão do trabalho.
Superestrutura (nível político-ideológico):
Inclui religião, leis, artes, filosofia, ciência etc.
Reflete os valores da classe dominante.
Funciona como instrumento de dominação.
Ideias no marxismo:
São derivadas das condições materiais.
Cultura, direito, moral e filosofia dependem do modo de produção econômico.
· Moral medieval: valorizava a coragem, a guerra e a ociosidade da nobreza.
· Fidelidade: base das relações de suserania e vassalagem.
· Economia feudal: riqueza ligada à posse de terras.
· Juros: considerados ilegais e imorais na Idade Média.
· Idade Moderna: ascensão da burguesia.
· Valorização do trabalho: crítica à ociosidade.
· Sistema bancário: legalização exigiu mudanças nas regras morais sobre juros.
· Transformação histórica: passagem do feudalismo para o capitalismo.
· Mudanças associadas: moral, direito e religião se transformam junto com a economia.
· Ideia de Marx: a sociedade deve ser entendida a partir da produção material, não apenas das ideias ou pensamentos dos indivíduos.
ATIVIDADES – RESPONDA NO CADERNO
1. De acordo com Marx, pode-se dizer que a infraestrutura e a superestrutura são dois níveis completamente separados?
Explique.
2. Quando você está navegando na internet e lê alguma notícia ou algum artigo de opinião publicado por um jornal eletrônico, trata-se de uma situação no nível da infraestrutura ou da superestrutura?
Explique.
NIETZSCHE: O CRITÉRIO DA VIDA
· Friedrich Nietzsche estudou filologia e teologia.
· Tornou-se professor de filologia grega em Basileia.
· Abandonou a carreira acadêmica devido à saúde frágil.
· Em 1872, publicou seu primeiro livro: O nascimento da tragédia.
· Outras obras importantes:
Humano, demasiado humano.
A gaia ciência.
Para além do bem e do mal.
A genealogia da moral.
· Sua obra não é sistemática.
· Utiliza aforismos, metáforas e linguagem poética.
· Escrita crítica, forte e reflexiva.
· Exemplo marcante: Assim falou Zaratustra.
Imagens em contexto
· Trecho retirado da obra Assim Falou Zaratustra, de Nietzsche.
· Texto originalmente escrito em alemão.
· Expressa desprezo pelo sofrimento e pela compaixão.
· Questiona a importância da busca pela felicidade.
· Afirma que o objetivo principal é a própria obra/criação.
· Destaca uma visão focada em propósito e realização pessoal.
Como conhecemos?
Mudança no problema do conhecimento:
Nietzsche altera o foco da filosofia sobre o conhecimento.
Conhecer não é explicar a realidade, mas interpretá-la.
Conhecimento como interpretação:
Todo conhecimento envolve atribuição de sentidos.
Esses sentidos dependem de uma escala de valores (o que se quer valorizar ou esconder).
Importância da metáfora:
Na linguagem comum: metáfora é apenas um ornamento.
Para Nietzsche: metáfora tem função cognitiva (ajuda a conhecer).
É por meio dela que percebemos a realidade em constante mudança.
Crítica aos conceitos:
Conceitos são formas fixas que escondem a fluidez da realidade.
Um conceito é apenas o “resíduo de uma metáfora”.
Crítica à ideia de verdade:
A verdade não é algo absoluto.
É um conjunto de metáforas criadas pelos humanos.
Com o tempo, essas metáforas passam a parecer verdades fixas.
Conclusão central:
As “verdades” são, na realidade, ilusões esquecidas como ilusões.
· Todo conhecimento tem caráter interpretativo
· Existe a teoria do perspectivismo
· O perspectivismo busca analisar ideias a partir de diferentes perspectivas
· Não existe uma verdade absoluta
· A diversidade de pontos de vista não revela a essência completa das coisas
· Porém, essa pluralidade enriquece o entendimento
· Aproxima o conhecimento da complexidade da vida em movimento
Imagens em Contexto
· A gravura de Escher mostra diferentes elementos conforme o olhar muda entre regiões claras e escuras.
· Esses elementos se encaixam formando um todo integrado.
· Escher valoriza o perspectivismo em suas obras.
· Para Nietzsche, o perspectivismo ajuda a compreender a complexidade e o dinamismo da vida.
Genealogia
· Genealogia em Nietzsche: método usado para investigar a origem dos valores e revelar o que foi ocultado, reprimido ou não dito.
· Crítica às verdades absolutas: mostra que conceitos considerados eternos são, na verdade, construções históricas.
· Vida como devir: a vida está em constante mudança, não podendo ser reduzida a conceitos fixos e abstratos.
· Objetivo da genealogia: recuperar o sentido original que foi transformado em verdades metafísicas, estáveis e atemporais.
· Critério fundamental: a vida (e o “querer viver”), não o ressentimento, deve orientar a avaliação dos valores.
· Análise dos sentidos: questiona quais interpretações fortalecem ou enfraquecem a vida.
· Crítica à abstração: conceitos (como “honestidade”) generalizam experiências diferentes e fazem perder a singularidade das ações.
· Consequência: ao priorizar conceitos abstratos, desprezamos as intuições e a diversidade do real.
ATIVIDADES – RESPONDA NO CADERNO
1. Por que podemos dizer que o método de Nietzsche é genealógico?
2. Os estudiosos costumam dividir a obra de Nietzsche em três fases, com diferenças sutis de pensamento entre elas: juventude, período intermediário e maturidade. De que modo isso ilustra a ideia de vida como devir? Explique.
Imagens em contexto
· O arquiteto Ricardo Bofill se inspirou na escada de Penrose
· A escada de Penrose é um looping contínuo impossível na geometria euclidiana
· Ela cria a ilusão de movimento infinito sem chegar a um destino final
· A vida é comparada a esse movimento contínuo (devir)
· O ser humano está sempre em mudança, nunca em um estado definitivo
A transvaloração dos valores
· Nietzsche critica a desconfiança dos instintos, intensificada pelo cristianismo.
· O cristianismo teria contribuído para a “domesticação” e enfraquecimento do ser humano.
· Ele faz uma análise histórica da moral para mostrar como o ser humano se tornou mais fraco e “doentio”.
· Defende a transvaloração de todos os valores, ou seja, a criação de novos valores.
· Questiona a ideia de que “bem” e “mal” são eternos ou absolutos.
· Afirma que esses valores são criações humanas (“humanos, demasiado humanos”).
· Os valores dependem da perspectiva e do contexto em que surgiram.
· É necessário investigar não só a origem dos valores, mas também os critérios que levaram à sua criação.
· Friedrich Nietzsche utiliza o método da genealogia para analisar a origem dos valores morais
· Ele critica a moral considerada “decadente”, associada ao “rebanho” ou aos “escravos”
· Essa moral valoriza princípios como bondade, humildade, piedade e amor ao próximo
· Nietzsche estabelece uma distinção entre dois tipos de moral: moral de escravos e moral de senhores
Moral de escravos
· A moral de escravos, segundo Nietzsche, tem origem no pensamento socrático-platônico e na tradição judaico-cristã.
· Ela busca dominar os instintos pela razão, transformando o ser humano em um “animal domesticado”.
· Estabelece valores de bem e mal como absolutos e transcendentes, independentes da realidade concreta.
· Ao negar os valores vitais, leva o indivíduo a buscar paz e repouso, gerando passividade e enfraquecimento.
· O ideal ascético transforma a alegria em rejeição da vida, caracterizando o “ódio dos impotentes”.
· Produz sentimentos como ressentimento, culpa e má consciência.
· Valoriza a mortificação da vida presente como caminho para alcançar uma suposta vida superior no além.
Moral de senhores
· Moral dos senhores: valoriza a vida e os instintos fundamentais
· É uma moral positiva, baseada na afirmação da vida (“sim à vida”)
· Relaciona-se à plenitude, crescimento e acréscimo
· Fundamenta-se na criação, invenção e afirmação da potência
· A consequência dessa afirmação é a alegria
· O indivíduo que se supera atinge o “além-do-homem”
· O além-do-homem reavalia valores
· Despreza valores que o enfraquecem
· Cria novos valores comprometidos com a vida
Niilismo e vontade de potência
Nietzsche foi frequentemente acusado de niilismo, mas isso é impreciso.
Ele criticava os valores tradicionais, considerando-os parte de uma moral decadente que leva à mediocridade.
O filósofo distingue dois tipos de niilismo:
Passivo: enfraquecimento da vontade de potência (forças vitais).
Ativo: afirmação da vida e recuperação dessas forças.
Vontade de potência não significa dominar os outros, mas sim:
força
vigor
capacidade
autorrealização
A valorização da individualidade permite que cada pessoa seja ela mesma, respeitando também os outros.
O super-homem (Übermensch) é:
alguém que supera a religião e a metafísica
vive de forma criativa (como artista, poeta, dançarino)
afirma a vida e a vontade de potência
Após sua morte, o pensamento de Nietzsche foi distorcido:
associado ao antissemitismo e ao nazismo
isso ocorreu por manipulação de sua irmã, que alterou e retirou trechos de suas obras
Na realidade, Nietzsche era contra o racismo e o nacionalismo alemão.
ATIVIDADES – RESPONDA NO CADERNO
1. O que Nietzsche entende por “senhores” quando ele usa a expressão “moral de senhores”?
2. Segundo Nietzsche, qual é a consequência da afirmação de nossa potência?
FREUD: FUNDADOR DA PSICANÁLISE
• Sigmund Freud viveu em Viena e trabalhou com Jean-Martin Charcot.
• Charcot tratava mulheres consideradas histéricas por meio da hipnose.
• Freud aprofundou seus estudos sobre doenças psíquicas e criou a teoria psicanalítica.
• A psicanálise se baseia na hipótese do inconsciente.
• Nossos atos possuem uma realidade exterior (conduta visível) e também significados ocultos.
• O inconsciente pode ser comparado à parte submersa de um iceberg, enquanto a consciência seria apenas a ponta visível.
• Freud também inovou ao explicar a conduta humana pela natureza sexual e pulsional.
• Essa energia foi chamada de libido.
• Para Freud, sexualidade não se limita à genitalidade, mas inclui toda forma de prazer e gratificação.
As três instâncias do aparelho psíquico
• Sigmund Freud descreveu três instâncias do aparelho psíquico:
• Id:
• É o polo pulsional da personalidade.
• Funciona como reservatório primitivo da energia psíquica.
• Seus conteúdos são inconscientes.
• Pode conter elementos inatos e também desejos recalcados.
• Ego:
• Atua como intermediário entre o id e o mundo externo.
• Busca controlar e adequar as pulsões pela razão.
• Enfrenta conflitos para adaptar os desejos à realidade.
• É também a sede do superego.
• Superego:
• Surge da internalização das proibições e regras sociais.
• É formado pela educação e pelos padrões da sociedade.
• Representa a consciência moral do indivíduo.
• O princípio da realidade ajuda o ego a equilibrar:
• o desejo de satisfação imediata (princípio do prazer)
• com as exigências do mundo externo.
• Quando o conflito é muito intenso:
• o ego rejeita o desejo inconsciente
• isso gera o recalque (recalcamento)
• O recalque:
• acontece de forma inconsciente
• não é o mesmo que repressão.
CONCEITOS
• Histéricas: referente à histeria, manifestação psíquica ligada aos impulsos libidinais recalcados, traduzida em sintomas corporais.
• Pulsional: relativo à pulsão. Na psicanálise, as pulsões são forças internas que provocam tensões. Entre os diversos tipos de pulsão, destacam-se a de natureza sexual e a de autoconservação.
• Libido: do latim libitus, “desejo”, “vontade”. Na psicanálise, conceito de definição complexa entendido como manifestação dinâmica da pulsão sexual na vida psíquica.
• O que é recalcado não permanece no inconsciente para sempre, pois a energia psíquica precisa se manifestar.
• Essa energia reaparece na forma de sintomas, que possuem uma linguagem simbólica e podem ser interpretados.
• Quando as causas desses sintomas não são compreendidas, podem surgir neuroses ou transtornos mais graves.
• A psicanálise busca ajudar o paciente a descobrir essas causas por meio do método da associação livre.
• Um conceito importante da psicanálise é o complexo de Édipo.
• Ele foi inspirado na tragédia grega de Édipo, que matou o pai e se casou com a mãe.
• Segundo Freud, consiste no desejo do menino pela mãe e na rivalidade com o pai, geralmente entre 3 e 5 anos de idade.
• Por ser um desejo considerado incestuoso, entra em conflito com proibições sociais e morais.
• Assim, esse desejo é reprimido ou recalcado.
• Para Freud, o complexo de Édipo é fundamental na formação da personalidade e na orientação do desejo humano.
Associação livre
• Para Sigmund Freud, os sonhos são a “via régia para o inconsciente”, como explica no livro A Interpretação dos Sonhos.
• O que lembramos do sonho é chamado de conteúdo manifesto, que pode parecer confuso ou sem sentido.
• Esse conteúdo sofre deformações por causa da resistência, que são defesas do ego que impedem a consciência de desejos reprimidos.
• Todo sonho possui também um conteúdo latente, que representa o verdadeiro significado oculto e reprimido.
• Para descobrir esse sentido, Freud usa a decifração dos símbolos e as associações livres do próprio sonhador.
• Freud não acreditava em símbolos universais com significados fixos para todos os sonhos.
• O paciente, ao falar livremente, ajuda a revelar os pensamentos inconscientes, com auxílio do psicanalista.
• Além dos sonhos, atos falhos também revelam o inconsciente, como esquecimentos, trocas de nomes e lapsos de fala.
• Esses atos podem mostrar desejos ou segredos reprimidos.
• O chiste (piadas e gracejos) também revela conteúdos reprimidos, como impulsos agressivos ou eróticos escondidos.
CONCEITOS
• Neuroses: sofrimento mental decorrente de desejos inconscientes reprimidos pelo superego que procuram uma “válvula de escape” para acessar a consciência.
• Interditos: proibições; refere-se ao que é proibido, interditado.
Sublimação e repressão
• Quando o ego enfrenta conflitos, ele reage de diferentes formas.
• Uma dessas formas é a sublimação.
• A sublimação acontece quando as pulsões do id são direcionadas para atividades socialmente aceitas.
• Exemplos: criação artística, investigação intelectual, trabalho e religião.
• Essas atividades não estão ligadas diretamente à sexualidade, mas podem gerar prazer ou valor social.
• Outra reação do ego é a repressão.
• Repressão não é a mesma coisa que recalque, embora sejam confundidos.
• O recalque é um processo inconsciente.
• A repressão é um ato consciente.
• A repressão pode acontecer quando a própria pessoa controla seus desejos por considerá-los inadequados ou contra seus valores.
• Também pode vir de autoridades externas, como pais ou polícia.
• Na repressão, o sujeito censura conscientemente seus desejos por motivos morais ou por obediência a agentes repressores.
Psicanálise e cultura
• Em O mal-estar na cultura (ou O mal-estar na civilização), Freud analisa a repressão dos instintos agressivos e sexuais.
• Essa repressão é necessária para possibilitar a convivência humana e a vida moral.
• O controle dessas forças pode gerar frustração e sofrimento no indivíduo.
• Freud questiona até que ponto essa renúncia pode se tornar autodestrutiva e prejudicar a felicidade.
• Ele conclui, de forma pessimista, que o preço pago para se tornar civilizado é muito alto.
• O princípio do prazer busca a felicidade como objetivo da vida.
• Segundo Freud, alcançar a felicidade plena não é totalmente possível.
• Mesmo assim, o ser humano não consegue abandonar essa busca.
• Existem diferentes caminhos para tentar ser feliz.
• Esses caminhos podem priorizar:
• o ganho de prazer (aspecto positivo);
• ou a fuga do desprazer e do sofrimento (aspecto negativo).