PÁGINA DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA
Projeto de Filosofia
Tema: Perceba o racismo internalizado em você e a construção do “eu”
Problema central
De que forma o racismo, mesmo quando não é explícito, pode ser internalizado pelos indivíduos e influenciar pensamentos, atitudes e julgamentos sobre si e sobre os outros?
Justificativa
O racismo não se manifesta apenas em atos diretos de discriminação, mas também de forma sutil e internalizada, afetando a maneira como as pessoas se veem e veem o mundo. Refletir filosoficamente sobre o racismo internalizado é essencial para desenvolver consciência crítica, ética e empatia, valores fundamentais para a convivência em sociedade. A Filosofia contribui para esse processo ao incentivar o autoconhecimento e o questionamento de ideias consideradas “naturais”.
Objetivos
Objetivo geral
Compreender o conceito de racismo internalizado e refletir sobre como ele pode estar presente na própria formação do indivíduo.
Objetivos específicos
Conceituar racismo, preconceito e racismo internalizado;
Analisar como a sociedade influencia a construção da identidade;
Desenvolver a autocrítica filosófica;
Promover o respeito à diversidade racial;
Estimular o pensamento ético e reflexivo.
Fundamentação teórica (Filosofia)
Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo” — a importância do autoconhecimento.
Hannah Arendt: a normalização de comportamentos injustos.
Frantz Fanon: os efeitos psicológicos do racismo na identidade do indivíduo.
Paulo Freire: consciência crítica e educação libertadora.
Metodologia
Aula expositiva e dialogada sobre racismo estrutural e internalizado;
Leitura de textos curtos (trechos filosóficos ou relatos);
Roda de conversa com perguntas reflexivas, como:
Já associei beleza, inteligência ou valor a uma cor de pele?
Já senti vergonha ou orgulho por características físicas?
Atividade de autorreflexão escrita (individual e confidencial);
Debate filosófico sobre responsabilidade individual e social.
6. Produção de um texto reflexivo filosófico respondendo à pergunta: “De que forma percebo o racismo internalizado em mim e como posso combatê-lo?” O texto deve relacionar experiências pessoais (ou percepções sociais) com conceitos filosóficos trabalhados em aula.
7. Entrega de pulseirinhas nas turmas para dar abertura a semana da consciência negra.
Atividade principal
· Elaboração do jogo da consciência – “caminho contra o pré-conceito – tire o pré-conceito do seu caminho – perceba o racismo internalizado em você” – elaboração de cartazes com frases racistas e não-racistas para incluir no jogo.
Avaliação
Participação nas discussões;
Capacidade de reflexão crítica;
Clareza na relação entre experiência pessoal e conceitos filosóficos;
Respeito e ética durante o projeto.
Conclusão esperada
Ao final do projeto, espera-se que os alunos compreendam que o racismo internalizado é um fenômeno social aprendido e, portanto, passível de transformação. A Filosofia, ao incentivar o pensamento crítico, contribui para a construção de indivíduos mais conscientes, éticos e comprometidos com a justiça social.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
· FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: EDUFBA, 2008.
(Fundamental para entender o racismo internalizado e seus efeitos psicológicos.)
· FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
(Consciência crítica e libertação por meio da reflexão.)
· ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
(Ajuda a pensar como injustiças podem se tornar “normais”.)
· GOMES, Nilma Lino. O movimento negro educador. Petrópolis: Vozes, 2017.
(Discussão sobre identidade, educação e relações raciais no Brasil.)
· MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1999.
(Análise crítica sobre raça e identidade.)
· SANTOS, Boaventura de Sousa. A difícil democracia. São Paulo: Boitempo, 2016.
(Reflexões sobre desigualdade e justiça social.)