PÁGINA DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA
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Sonho e realidade
Aristóteles previa que: "Se cada instrumento pudesse executar sua função própria sem ser mandado, ou por si mesmo [...]; se, por exemplo, as rocas das fiandeiras fiassem por si sós, o dono da oficina não precisaria mais de auxiliares, nem o senhor, de escravos". O sonho de Aristóteles é nossa realidade. Nossas máquinas de hálito de fogo, membros de aço, infatigáveis, de uma fecundidade maravilhosa e inesgotável, realizam docilmente, por si sós, seu santo trabalho; no entanto, a mente dos grandes filósofos do capitalismo continua dominada pelo preconceito do assalariado, a pior das escravidões. Ainda não entendem que a máquina é: o redentor da humanidade, o Deus que resgatará o homem das sordidae artes ["trabalhos manuais"] e do trabalho assalariado, o Deus que lhe concederá os lazeres e a liberdade. (LaFargue, O direito “preguiça”, p. 118-119.)
O escritor e ativista político francês Paul Lafargue (1842-1911) foi um crítico da idolatria interessada do trabalho e um defensor do direito à “preguiça”.
Debata sobre essa interpretação.